O ChatGPT Ads entrou nos horizontes das empresas portuguesas e outros 30 países europeus desde 24 de agosto de 2026.
A utilização de um chat sem interrupções parece chegar ao fim com uma nova era de anúncios online.
Com mais de mil milhões de utilizadores ativos, a OpenAI não deixou passar a oportunidade de também monetizar a atenção dos utilizadores, seguindo os passos de plataformas como o Google e a META.
Para quem está presente no online, abre-se um novo meio publicitário que pode posicionar a marca no momento certo – o momento em que o consumidor compara e pesquisa.
Vamos analisar quem verá estes anúncios, quem está de fora e como pode utilizar esta ferramenta para o seu negócio.
Como funcionam os anúncios no ChatGPT
De acordo com a plataforma-mãe, os anúncios não irão ser integrados nas respostas nem irão alterar as recomendações dos chats. Estes aparecem separados das respostas, sendo apenas uma interrupção na apresentação do conteúdo, estando devidamente identificados.
A OpenAI garante ainda que os dados e conversas dos consumidores mantêm-se privados, sem serem usados dados provenientes das mesmas para criação de parametrização. A relevância de cada anúncio para cada consumidor é determinada pelo tema da conversa e pela interação com anúncios anteriores.
Adicionalmente, na Europa, a segmentação personalizada depende totalmente do consentimento explícito do utilizador, de forma a cumprir o RGPD.
Quem vê e quem não vê os anúncios
Explicado o conceito dos anúncios do ChatGPT Ads, importa esclarecer que os anúncios não aparecem a toda a gente. Serão apresentados a utilizadores com os planos Gratuito e Go, o mais barato dos planos da plataforma.
Utilizadores com planos Plus, Pro, Business, Enterprise ou Edu não se vão cruzar com anúncios. Para além disto, utilizadores com menos de 18 anos também estão de fora.

Quem pode anunciar no ChatGPT
Nesta primeira fase, em Portugal e nos restantes países europeus, o modelo ainda se encontra um pouco limitado.
A entrada como empresa anunciante é feita através do contacto com a equipa de publicidade da OpenAI ou com agências parceiras e parceiros tecnológicos que vão avaliar a adequação de cada negócio para integrar o programa.
No futuro, espera-se que o modelo se assemelhe ao aplicado nos Estados Unidos: uma plataforma self-service do estilo de outras de anúncios, como Google e META, onde a empresa entra autonomamente no sistema e facilmente cria e gere as suas campanhas.
O que muda para as empresas portuguesas?
Em Portugal, a adoção de Inteligência Artificial entre a população ativa já ultrapassa os 26%.
Cada vez mais as pessoas pesquisam produtos, serviços e marcas diretamente através de conversas com IA, isto é, a jornada de decisão de compra já começa dentro do ChatGPT, muito antes do cliente visitar qualquer site.
Com a chegada dos ChatGPT Ads, chega também um fator diferenciador e relevante: o contexto.
Quem pesquisa no ChatGPT não está apenas a pesquisar palavras-chave como acontece em motores de busca, como Google e Yahoo. Pesquisa objetivos a atingir, quer seja planear viagens, quer seja decidir a rotina de skincare que vai começar a aplicar.
O consumidor está, então, num momento de decisão mais facilmente influenciável e qualquer produto ou serviço que se cruze com o seu caminho será mais facilmente aceite como uma recomendação.
O próximo passo
Com a integração da IA progressivamente mais no quotidiano dos portugueses, é essencial uma estratégia de anúncios nestas plataformas.
Dados da própria OpenAI mostram ainda que, em apenas 6 semanas, o novo modelo publicitário do ChatGPT já gerou 100 milhões de dólares em receita nos Estados Unidos. Isto significa que os anunciantes realmente estão a apostar neste novo modelo.
Para quem quer ser visto e vender mais, é fundamental definir uma estratégia antes da plataforma abrir totalmente para Portugal. Dominar a concorrência é garantir que a sua marca não fica de fora da próxima geração de marketing digital.